Adeus…

29 08 2009

Pois, sei que faz muito tempo que não escrevo por aqui. E não o fiz por vários fatores. Por ter preguiça, por não querer expor coisas tão pessoais, por motivos profissionais, dentre milhares de outros motivos que me fariam perder vários minutos de uma das ultimas madrugadas que tenho por aqui…

Enfim, faltam cerca de 10 dias para eu partir para o Brasil. Acabo de chegar em casa, depois de dar uma volta pelo centro e depois curtir a Festa de Sants, uma festa de bairro. Fico feliz pela celebração e muito triste por comparar. São 2:30h da manhã e eu voltei a pé para casa. Durante a festa algumas pessoas se bateram de leve em mim e me pediram mil desculpas.

E ai eu penso no meu referencial. Lembro do meu amado pais, do meu estado, da minha terra que venero. E PORRA (é, preciso usar essa palavra), que merda! Porque eu não posso ir a festas e voltar a pé âs 2 da manhã? Tá bem, Salvador tem um montão de ladeiras e é MUUUUUUUUUUITO maior do que Barcelona, mas fora isso, fico revoltada com o fato de não poder gozar da liberdade de ir e vir onde eu nasci.

Eu tô mesmo em uma espécie de crise existencial. Passei por uma fase dificil e agora estou melhor, mas ainda assim está dificil. Sinto uma saudade gigante da minha terra e de tudo que representa a minha identidade cultural. Mas vou sentir falta de muitas coisas e pessoas daqui, que aprendi a amar e respeitar muito.

Eu sei que em 10 dias piso no Brasil, mas não sei quem serei. Volto mais madura, mas volto incompleta. Minhas praias, o cheiro do dendê, minha água de coco, um povo, um batuque, o sorriso e o colo dos meus familiares, as besteiras e a compreensão incondicional dos meus amigos, tudo isso me faz crer que “não há lugar como o meu lar”, mas…

Agora reconheço CALLES. Dizer “joder, tio”, já é praticamente como dizer um “porra”, alguns amigos que fiz por aqui, sei que vão ser para toda vida e eu CRESCI!

Eu cuidei de mim e de outras pessoas, eu reconheci a solidariedade em mim e nos outros, eu aprendi a dividir…

É…

Dificil dizer adeus, mesmo que nos braços das pessoas que a gente mais ama!

“Because life is short but sweet for certain…”

ps. esse texto não foi e não será editado, escrevo agora e pra sempre, tentando expor o que sinto de mais verdadeiro.





Fim de semana um pouco prolongado…

26 05 2009

Estando sem trabalho, essa coisa de fim de semana e dia laboral perde bastante do seu sentido. Como tenho aulas duas vezes por semana, então, quando não faço algum trabalho da faculdade ou não estudo, o “fim de semana” fica super prolongado.

O fato é que sexta-feira rolou o “pizza friday” (redundante dizer que foi numa sexta, mas enfim…) na casa do meu ex companheiro de ap. Evento pequeno, mas super divertido. Fui dormir super tarde, acordei super cansada, mas sai pra fazer umas fotos e caminhei bastante. Voltei pra casa e às 7h já morria de sono. Depois de relutar bastante cedi aos apelos de Morpheu, prometendo-me que daria apenas um cochilinho de meia hora. Ledo engano, deitei às 9h e acordei às 3h da manhã…

No domingo fui finalmente a Sitges, uma cidadezinha de praia aqui perto de Barcelona. Super fofa a cidade, bacana a companhia, boas conversas e risadas. As fotos foram poucas, mas voltarei outra vez depois:

Como falei, o fim de semana foi prolongado, então a segunda-feira teve cara de domingo e fizemos um jantar aqui em casa. Em mais uma antropofagia cultural, misturamos sushi com caipirinha, vinho e cerveja e desfrutamos bastante. No final ainda rolou um pouquinho de violão… rs

sushi

E a seguir cenas dos próximos capitulos…^^





Para começar…

2 07 2008

Tentando erguer-se diante do solo árido e desconhecido, fitava o horizonte sem saber o caminho que desejava trilhar. A verdade lhe assombrava, sem nem mesmo ter estado sólida. Os pensamentos, e mais profundamente, os sentimentos, sublimavam ao redor da mente cansada.

E quando a realidade quer bater à porta, abre os braços para dá-la boas-vindas, mesmo sem conhecer a sua verdadeira face. É um risco. A dor de ver e assimilar as próprias imperfeições, os próprios medos e, enfim, se ver por inteiro.

Pode ser assustador deparar-se com um monstro refletindo no espelho, mas, ainda assim, é melhor encarar a possível fera, a viver adormecido, com medo da própria sombra.

Jamile Amine