Navidad

27 12 2008

Desculpem a digressão, mas tudo bem, afinal, eu nunca disse que isso aqui deveria seguir uma ordem cronologica. Estou voltando no tempo para falar sobre o Natal. Esse ano, naturalmente, senti uma angustia pela saudade e distancia daqueles que mais gosto, principalmente da minha familia. Todo ano nos reunimos, confraternizamos, brincamos… É uma otima sensacao, não só pela data, que, sinceramente, não tem uma denotação tão especial assim para mim. O Natal para mim é mais uma desculpa ( e que boa desculpa ) parar estar perto dos meus familiares. (Desculpa ai para os mais religiosos, mas.. É o que sinto).

Enfim, como por agora seria impossivel manter os costumes, passei a festa por aqui. Foi uma experiencia diferente, mas surpreendentemente boa. Festinha na casa de brasileiros, com a presença de gente de toda América Latina. Foi otimo para abstrair, relaxar e superar a saudade.

Abaixo uma foto:

natal





Programa de indio no inverno europeu

26 12 2008

Não fosse o nosso bom humor (meu, de Carol, Renata, Tati e Adriano), a saida hoje teria sido um completo fiasco. Acordamos cedo, conforme haviamos planejado, para um passeio a Montserrat, lá no alto das montanhas. Mas o tempo estava terrivel, céu cinza, chuva, vento e muito frio. Parecia que a má sorte nos seguia desde cedo. Primeiro nos desencontramos na estação, depois de um bom tempo nos encontramos para decidir se realmente seria viável ou não continuar com nossos planos, já que gastaíamos uns 20 € e provavelmente não aproveitariamos nada com o tempo ruim do jeito que estava. Eu fui a mais contraria ao passeio e no fim todos decidiram mudar de roteiro.

Mas não tinhamos em mente uma segunda opção, então viemos ate meu ap para ver na internet o que poderiamos fazer por Barcelona. Ah! Quando sai nas ruas reparei algo um pouco estranho, as coisas demasiadamente calmas, muitas coisas fechadas (só não achei mais estranho porque já observei que por esses lados de cá o pessoal tem uns horarios meio curtos de trabalho! rs). Enfim, depois de discutirmos um bocado, decidimos ir ao Tibidabo (é tambem uma montanha), porque o dia parecia um pouco menos terrivel.

Pegamos metrô, trocamos por ferrocarril, descemos na Av. Tibidabo e lá fomos nós, em busca de um tal de Funicular, pra subir uma ultra, mega, power ladeira e chegar ao topo. E ai a chuva piorou, o frio estava de matar, um vento terrivel. E la iamos nós… Eu dividindo guarda-chuva com Renata, a gente se batendo no meio da rua, uma maravilha. Caminhamos um bom pedaço e avistamos o funicular, saimos correndo atras dele, mas o cara só parou la na ultima parada. Entao terminamos a caminhada e chegando la no alto precisariamos pegar uma especie de teleferico para ir ao topo. Eis que nos avisam: “Mira, el Tibidabo esta cerrado”, isso mesmo, FECHADO!!!

E ai, ja exaustos, fomos bater no FURICO LÁ e perguntar quanto era pra descer. Eram 2,60 €. Todos se entreolharam, “no, gracias, vamos a pie”. Pues… Se pra subir que era a pior parte o bicho nao apareceu e nem sequer parou, como poderiamos pagar 2,60 € pra descer? Tudo bem que estavamos acabados e morrendo de frio, mas fizemos os calculos en CERVEZA BEER (como dizem os Paquis) e concluimos que nao valia a pena.

Caminho de volta, eu quase levo um tombo, mas conseguimos chegar à estação de ferrocarriles sãos (nem tanto, porque agora acho que adquiri uns calos e um resfriado) e salvos. Nao demorou tanto a chegar o trem, e entao fomos até a estação de metrô, para buscar informacoes sobre um restaurante japones que uma conhecida das meninas tinha indicado. A essa altura estavamos mais que famintos. Colocamos milhoes de moedinhas no telefone publico, pegamos por alto o endereco, já que a ligacao caiu duas vezes e na terceira deu caixa postal.

E lá fomos nós, para o centro da Plaza Catalunya, buscar informacoes num balcao de auxilio ao turista. E a zica continuava, umas tiazinhas sem noção com um guarda-chuva super bucolico e colorido ficaram horas empatando as unicas duas pessoas que estavam ali para atender. Enquanto isso padeciamos na chuva. Depois de nos molharmos mais um pouco, elas resolveram desempatar e entao perguntamos como chegariamos ao local. E aproveitamos tambem para perguntar de que era o feriado, ja que a cidade estava PARADA. Sant Esteban… Tudo culpa dele!!

Eu acho que a galera lá do céu fez um complo contra nós, Sao Pedro, Santo Estevao.. Todo mundo só querendo nos ferrar, mas, como dizemos por aqui: NO PASA NADA!

E ai fomos ao ponto de onibus indicado e esperamos o 67 ou 68, conforme nos orientou o rapaz gatinho e simpatico que nos atendeu. E mais tempo se passou, muito tempo… E o frio só castigando… E as roupas molhadas, os pés encharcados. Quando o bendito 68 aparece fizemos uma festa enorme, mas a tiazinha motorista resolveu pirraçar, ficou uma cara no celular, fazendo hora, enquanto a gente ficava do lado de fora, no frio de lascar. E foi ai que eu comecei a fazer uma dublagem da conversa dela, que é melhor eu nao transcrever aqui! hehehe

Depois que ela terminou o papo nós subimos no onibus. Mas acabamos descobrindo tambem de quem era a Zica que estava nos acompanhando: ADRIANO. Como se nao bastasse o calvario de todo o passeio, o billete dele não queria passar. Nossa, nós rimos MUUUUITO. Depois ele acabou conseguindo, tentando mais uns 3 bilhetes. E para completar o dia azarado, acabamos errando de ponto e tendo que voltar caminhando umas duas quadras ate chegar ao restaurante. Mas pelo menos ele estava aberto. Imagina se depois de tanta luta chegassemos e estivesse fechado… O.o

Enfim, muitos foram os percalços, mas foi um dia muito divertido!

Abaixo algumas fotos do dia:





De vacaciones!

19 12 2008

Tudo bem que foi pouco tempo de aula (2 meses), mas é ótima a sensação de estar de férias, mesmo com tantos trabalhos pra fazer. É que isso me remete aos tempos de escola e de graduação, sou um pouco nostalgica. Ontem acordei tensa, angustiada por saber que era dia de entrega de trabalho, já imaginando as coisas que o professor falaria do que nós produzimos.

Imaginei as suas inquietantes intervenções: “Pero, ¿donde crees que te van publicar esta foto?”, “¿ Eso es fotoperiodismo?”, “Hmmm… Mira. ¿Porque has hecho este enquadre? Si tuvieras fotografiado eso habría salido mucho mejor…”.

Sai de casa sem a minima vontade, me arrastando mesmo. Mas chegando à Autònoma, para minha surpresa, tudo foi muito ameno. Falamos sobre os proximos trabalhos, a agenda do curso, entregamos os trabalhos de “Fundamentos Fotográficos II” e depois o professor Juan Bautista (o terror! rs) nos convidou para uma confraternização no bar da faculdade, com direito a Cavas (Champagne) e uma comidinha.

Depois de brindarmos (toda a turma), ainda ganhei uma garrafa só pra mim. E a festa que começou nas dependencias da UAB se prolongou até os bares das Ramblas. Patatas bravas, croquetas y jarras de cerveza! Que bueno, eh!

Mas o pessoal queria prolongar a farra. Uma parte da galera foi a outro bar depois que a tia do bar nos botou pra fora, mas eu vim para casa. E agora relaxo um pouco, enquanto aguardo a hora do jantarzinho que estou preparando. Um Yakisoba para as gurias brasileiras e também para a italiana que divide apartamento comigo. Os chicos não participarão, pois viajaram para os seus respectivos paises.

Para o post não ficar tão burocratico e sem vida, seguem algumas fotos que andei fazendo por aqui:

O outono na minha rua…


Torres Venezianas





Ay, la belleza que existe…

9 12 2008

Hoje tive uma aula bem legal com um professor que estuda jornalismo e conflitos, como questoes relacionadas a guerras, imigração e a mídia nesse ambito. Foram debates ricos, participação de toda a classe. Bacana! ^.^

Chegando à estação onde eu troco o trem pelo metrô começo a ouvir uma melodia familiar. Chego mais perto e vejo um homem com um violão, cantando uma versão em espanhol de “Garota de Ipanema”. Não sei porque acontece isso, mas quando estamos distantes de casa, qualquer acontecimento do tipo já nos faz prontamente abrir um largo sorriso, e foi isso que fiz…

Mais graça achei quando vi um gringo assobiando a musica alegremente. E eu segui cantando até minha casa…

“Mira que cosa mas linda, mas llena de gracia
Es esa muchacha, que viene y que pasa
Con su balanceo, camino del mar
Ella de cuerpo dorado, del sol de ipanema
Y su balanceo, es todo un poema
Y nunca me mira siquiera al pasar.
Ay, yo me siento tan solo.
ay, yo me siento tan triste.
Ay, la belleza que existe,
la belleza que no es solo Suya,
y que sueño que quizas me arrulle.
Oh! si ella supiera que cuando ella pasa
El mundo sonriente, se llena de gracia
Con su balanceo camino del mar”

Para quem quiser ouvir:

Jarabe De Palo – La Chica De Ipanema





Praticando a teoria…

7 12 2008

Apesar de ter negligenciado os estudos sobre optica quando ainda no ensino médio, agora tenho respirado esse assunto e todas as suas implicações no mundo da fotografia. Depois de horas fazendo calculos (sim, porque eu só compreendo as coisas de forma empirica. E até mesmo as formulas, eu tenho que entender como foram geradas e em que resultam, de maneira pratica) a cabeça começa a doer, as ideias ficam confusas, a vista turva, e então percebo que é momento de parar um pouco.

Apesar de ser cansativo, estou gostando disso, coisas que antes eu fazia por puro instinto, agora entendo mais profundamente como funcionam e consigo controlar de maneira mais eficaz. E quanto mais estudo, mais ganas tenho de fazer um upgrane no equipamento. Mas as limitaçoes ($$$) não me permitem tal extravagancia no momento, afinal vida é feita de escolhas e prioridades, e eu escolhi gastar o que eu tinha nisso tudo que estou vivendo.

Además de eso…

Começo a entrar em uma fase estranha na comunicação, é que diversas vezes me vejo pensando em construções linguisticas mistas… Explicarei de forma mais clara. É que ultimamente começo a falar ou escrever em portugues e entao me vem à cabeça uma palavra em espanhol, que serve para expressar o que pretendo dizer, mas o problema não é esse, e sim que às vezes eu tenho um bloqueio para pensar em vocabulário equivalente em portugues. (rs)

E ai algumas vezes eu falo misturando tudo e outras vezes eu vou “aportuguesando” a palavra em espanhol. Outra coisa que andei percebendo é que o ingles (que antes ja nao era dos melhores) está se atrofiando. Outro dia eu estava conversando com um frances, e ai eu tentava construir uma frase em ingles, mas só me vinha palavras em espanhol…

Enfim, acho que vou começar a escrever mais em português, para não acabar atrofiando a boa escrita da minha amada lingua materna! ^.^

Saludos, eh! :P ~





Experimentos culinários…

3 12 2008

Bem, agora que estou distante de casa e das facilidades encontradas ali, eis que me vejo obrigada (embora não traga nessa palavra um teor negativo) a preparar os meus proprios alimentos. Resolvi postar aqui no blog alguns dos pratos preparados:

Galinha cozida com batatas e arroz com pitadinhas de brocolis

Arroz com brocolis (muito) e chuleta de porco beeeeeeem temperada com cebolas e pimentão

Macarrão com molho de lulas e tomate

….

Por enquanto é isso. Até fiz mais comidas, mas esqueci de fotografar. Tenho feito bastante uma sopinha de batatas e tem sido um santo remédio nesses dias de frio.





A través de una mirada subjetiva – Através de um olhar subjetivo

3 12 2008

El Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB) recibe de 18 de noviembre al 14 de diciembre la exposición del World Press Photo 2008, que reúne las mejores fotografías periodísticas de 2007. La muestra, que acontece desde 1955, este año tuvo la participación de 5.019 fotógrafos inscritos y el envío de 80.536 imágenes clasificadas en 11 categorías.

Noticias, temas y personajes de actualidad, deportes, fotos de acción, reportajes de deportes, temas contemporáneos, vida diaria, retratos, naturaleza, y arte y entretenimiento son las temáticas de la exhibición.

En su 53ª edición, en 2008 el World Press Photo tiene un diferencial, que es el hecho de que en el jurado internacional estuvieron presentes, además de profesionales del medio periodístico, también gente del arte. Y eso fue importante para elegir la fotografía vencedora del concurso, pues si antes la mejor era la foto más nítida y que respetaba aspectos técnicos de la fotografía, en este año la mejor es una foto sin mucho foco, pero con una potente representación subjetiva.

cccb-037Así que me pongo a mirar e intentar interpretar lo que está retratado metafóricamente en la principal fotografía del evento. Pero mientras empiezo el viaje subjetivo en mi cabeza, observando la imagen del soldado fotografiado por Tim Hetherington, un señor se pone en frente, casi entrando y cayendo en la fotografía. En este instante ya no pienso más en la metáfora de la vencedora, sino que pienso en el metalenguaje de la imagen que se forma frente a mis ojos. El hombre apoyado en la pared, en una posición complementar a la del soldado norteamericano que está en la foto.

En este instante la mirada subjetiva del fotógrafo emociona al espectador, al paso que este me despierta el interés fotográfico. Y más una vez a través también de la subjetividad me pongo a construir una nueva mirada y una nueva imagen fotográfica. La consternación del espectador frente al desespero del soldado me despierta la curiosidad y interés, sentimientos típicos de cualquier periodista o fotoperiodista.

….

O Centro de Cultura Contemporanea de Barcelona (CCCB) recebe de 18 de novembro a 14 de dezembro a exposição do World Press Photo 2008, que reúne as melhores fotografias jornalisticas de 2007. A mostra, que acontece desde 1955, este ano contou com a participação de 5.019 fotógrafos inscritos e o envio de 80.536 imagens classificadas em 11 categorias.

Noticias, temas e personagens de atualidade, esportes, fotos de ação, reportagens de esportes, temas contemporáneos, vida diaria, retratos, natureza e arte e entretenimento sao as temáticas da exposição.

Em sua 53ª edição, em 2008 o World Press Photo tem um diferencial, que é o fato de que no jure internacional estiveram presentes, além de profissionais do meio jornalistico, tambem gente do mundo da arte. E isso foi importante para eleger a fotografia vencedora do concurso, pois se antes a melhor era a foto mais nítida e que respeitava aspectos técnicos da fotografia, este ano a melhor é uma foto sem muito foco, mas com uma forte representacao subjetiva.

Entao me ponho a observar e interpretar o que está retratado metaforicamente na principal fotografia do evento. Mas enquanto começo a viagem subjetiva em minha cabeça, observando a imagen do soltado fotografado por Tim Hetherington, um senhor se põe em frente, quase entrando e caindo na fotografia. Nesse instante já não penso mais na metáfora da vencedora, mas sim na metalinguagem da imagem que se forma frente a meus olhos. O homem apoiado na parede, em uma posição complementar à do soldado norteamericano que está na foto.

Neste instante o olhar subjetivo do fotógrafo emociona o espectador, ao passo que este me desperta o interesse fotográfico. E mais uma vez através também da subjetividade me ponho a construir um novo olhar e uma nova imagen fotográfica. A consternacao do espectador frente ao desespero do soldado me desperta a curiosidade e interesse, sentimentos tipicos de qualquer jornalista ou fotojornalista.