Hoje foi um dia bem massante, acordei e já vim pro computador pra estudar. Terminei (finalmente) a cronica de 1000 palavras e comecei a fazer outro trabalho, quando me dei conta já estava em cima da hora. Tomei um banho e me arrumei super rapido. Minha companheira de piso, Francesca, que acabava de acordar de um cochilo nao conteve o riso ao me ver atordoada correndo pela casa pra nao chegar atrasada à faculdade.
Desci correndo pra pegar o metro, troquei de estacao pra pegar o ferrocarril e eis que me deparo com uma cena nao muito comum nesse horario. O trem tava LOTADO, com um monte de adolescente barulhento. Acho que foi uma das vezes na minha vida que eu desejei ser surda!
Depois de horas nesse martirio, chego à UAB, que mais parecia o Campo Grande em dia de carnaval, com os devidos descontos, com relacao a vestimentas, afinal, aqui faz “um pouco” mais de frio que Salvador. Enfim, nunca vi tanto hippie sujo na minha vida. E o povo fedia, acho que tinha gente que nao tomava banho desde que nasceu. O cheirinho peculiar da sujeira se misturava aos odores dos varios tipos de cigarros que esse povo fumava e as bebidas varias derramadas pelo chao, sem contar nos fluidos corporais…
Mas segui em frente, fui pra minha aula, bem massante por sinal. Como faço todos os dias, sai correndo assim que terminou pra pegar o ferrocarril que sai as 9:05, se nao me engano. Eis que uma multidao de jovens loucos havia tomado conta da entrada da estacao, foi uma luta pra conseguir entrar e quando estava la, era neguinho empurrando pra la, empurrando pra ca, gritando daqui, gritando de la, uma zona.
Com aquela confusao toda os fiscais tentaram organizar as coisas, mas coitados, dificil. Sei todo mundo passou de graça pela catraca (inclusive eu), ja que nao dava pra computar a passagem. E ai pra entrar no metro foi outra agonia, saiu o primeiro e eu nem tive coragem de entrar. Me lembrei dos tempos negros da minha vida em que eu tinha que sair do trabalho e pegar um onibus superlotado e que só de pensar nele me dava vontade de chorar. Me lembrei de quantas vezes eu fiquei na rua, dando voltas no shopping pra esperar dar um horario mais ameno pra conseguir pegar o onibus… Enfim, esperei o proximo trem e me joguei la dentro, no ultimo vagao.
Apesar da temperatura baixa do lado de fora, la dentro as coisas ferviam. E me dava falta de ar, era uma loucura. Ate que cheguei na estacao Catalunya e desci, ai que alivio! Depois me atrapalhei na troca de linha e acabei saindo da estacao, mas como eu nao havia pago a passagem, nao tive prejuizo mesmo! rs
Foi bom porque no caminho vi uma loja de sapatos com uns preços interessantes e depois vou passar por la pra finalmente comprar calçados adequados ao frio da Europa. rs
É isso ai, peguei meu metrozim da linha vermelha, desci duas paradas depois, andei 2 quadras e cheguei em casa, a salvo da juventude escrota (como diria o Away de Petropolis) que resolveu chutar o pau da barraca na universidade e nos ferrocarriles de Barcelona.